Faz alguns anos que elevei consideravelmente meu consumo de produções artísticas asiáticas. Desde a descoberta do universo dos doramas – pelo qual adentrei graças aos adoráveis BLs tailandeses e taiwaneses – até meu retorno para o maravilhoso mundo dos animes, pode-se dizer que a esmagadora maioria das séries que assisto tem sua origem em países do leste asiático.
Desde pequena presenciei primos concentradíssimos nas fases mais difíceis de importantes jogos japoneses e tive minhas manhãs e finais de tarde marcados por aventuras fantásticas protagonizadas por personagens que iam desde uma colegial em busca de cartas perdidas até cavaleiros que lutavam contra seres mitológicos. Antes do surgimento de preconceitos perante aqueles que gostam e vivem a cultura asiática, antes da ressignificação dessa cultura mantida viva por descendentes e entusiastas, antes mesmo da popularização e globalização dos dramas asiáticos, existiram aqueles de nós que, sem saber fazer parte de algo, consumiam histórias com olhos brilhantes e tão grandes quanto os de um mangá.

E foi assim que, a cada obra finalizada, descobri, direta ou indiretamente, um pouquinho da cultura e história desses países. Olhando em retrospecto, me parece ter sido natural a aproximação da maravilhosa literatura desses países, uma vez que aquilo que os dramas pincelavam ou exploravam com liberdade poética, os livros sempre foram capazes de me apresentar com detalhamento e profundidade.
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